Taxas para todos os gostos, mais crédito, preços mais altos e uma certeza: o risco continua a existir

Durante algum tempo, a descida das taxas de juro criou a expetativa de que comprar casa voltaria a ser mais previsível.

28.08.2026 Vários caminhos

Em junho, o Banco Central Europeu aumentou as taxas diretoras em 25 pontos base e, em julho, manteve esses valores. Para quem assume um crédito por 30 ou 40 anos, esta incerteza não pode ser ignorada.

 

Mais crédito não significa habitação mais acessível

Em maio, o crédito à habitação em Portugal cresceu 10,8% face ao ano anterior, para 115,7 mil milhões de euros. Em março, os novos contratos ultrapassaram 2,2 mil milhões.

Mas os preços das casas continuam a subir ainda mais depressa: no primeiro trimestre aumentaram 17,8% em termos homólogos, a maior subida da União Europeia.

Há mais crédito e procura, mas comprar casa não se tornou necessariamente mais fácil. Parte da melhoria nas condições de financiamento pode ser absorvida pelo aumento do preço dos imóveis.

 

A prestação mensal não é o único critério

Perguntar “quanto vou pagar por mês?” é importante, mas não chega.

É preciso avaliar:

  • Quanto estamos a financiar
  • Durante quanto tempo
  • Qual o esforço mensal
  • Como a prestação poderá evoluir se as taxas mudarem

Em julho, a taxa de juro implícita no crédito à habitação subiu para 3,135%. A prestação média atingiu 414 euros e, nos contratos celebrados nos três meses anteriores, 731 euros.

Neste contexto, a taxa mista ganhou peso: em abril representava 85% dos novos empréstimos para habitação própria permanente. Não significa que seja sempre a melhor opção, mas mostra uma maior valorização da previsibilidade.

 

O máximo aprovado não é necessariamente o valor adequado

Em regra, o financiamento pode chegar a 90% do menor valor entre o preço de aquisição e a avaliação do imóvel. A taxa de esforço não deve ultrapassar 45% e os prazos podem chegar aos 40 anos para clientes até aos 35 anos.

Mas estes limites não respondem à questão essencial:

O valor que o banco está disposto a emprestar não é necessariamente o valor que a família deve pedir.

Mais importante do que perguntar “Até quanto posso comprar?” é perceber:

“Que compromisso consigo assumir sem comprometer os restantes objetivos da minha vida?”

 

Uma decisão para o futuro

Escolher entre taxa fixa, variável ou mista não deve depender apenas da taxa mais baixa no momento. E alongar o prazo para reduzir a prestação pode aumentar significativamente o custo total do crédito.

O desafio não é prever exatamente o que vai acontecer às taxas. É preparar a decisão para diferentes cenários.

Na Maxfinance Total, acreditamos que intermediar crédito significa compreender, comparar e estruturar uma solução adequada à realidade de cada pessoa e preparada para mudanças futuras.

Porque a melhor proposta não é apenas a que resolve o presente.

É a que continua a fazer sentido no futuro.

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